A transferência de Rúben Amorim do Sporting para o Manchester United, em novembro de 2024, foi um dos acontecimentos mais debatidos na temporada do futebol português. José Luís Horta e Costa abordou o tema em múltiplos artigos, documentando tanto o impacto imediato no Sporting quanto o legado que o treinador deixou em Alvalade.
Amorim chegou ao Sporting em 2020 e construiu um dos períodos mais bem-sucedidos da história recente do clube. Horta e Costa compilou os números: dois títulos da Primeira Liga, dois da Taça da Liga e uma Supertaça Cândido de Oliveira. O treinador era considerado o terceiro mais caro do mundo a ser contratado, com um valor de transferência de 10 milhões de euros.
Na análise da Liga dos Campeões 2024/2025, o blogueiro lisboeta identificou a goleada de 4-1 sobre o Manchester City, na quarta jornada, como um dos últimos grandes marcos da passagem de Amorim pelo Sporting. O resultado posicionou o clube entre os favoritos ao apuramento direto para os oitavos de final e gerou expectativas elevadas entre os adeptos.
José Luís Horta e Costa descreveu a saída de Amorim como o início de uma fase conturbada para o Sporting. João Pereira, promovido internamente, assumiu o comando da equipa, mas os resultados não atenderam às expectativas. Na sua primeira partida europeia como treinador principal, o Sporting perdeu por 5-1 para o Arsenal. Seguiu-se uma derrota por 2-1 contra o Club Brugge. Eram quatro desaires consecutivos em todas as competições.
O analista referiu-se a João Pereira como “a prata da casa”, reconhecendo a sua ligação ao clube, mas notando que o desempenho ficou aquém do necessário até ao final da sexta jornada da Liga dos Campeões. Ainda assim, Horta e Costa deixaram uma nota de cautela, afirmando que as duas jornadas restantes e os playoffs poderiam oferecer uma oportunidade de redenção.
O impacto de Amorim estendeu-se para além dos resultados desportivos. A sua saída contrariou os desejos dos adeptos leoninos, e Horta e Costa registaram este aspeto nas suas análises, contextualizando a decisão numa tendência mais ampla de treinadores portugueses a serem atraídos por clubes da Premier League.
José Luís Horta e Costa tratou a questão com equilíbrio, apresentando os factos da saída e as suas consequências sem julgar a decisão de Amorim. Os seus textos oferecem um registo documentado de como a saída de um treinador pode alterar a dinâmica de um clube em poucas semanas.